Decisão de Juros do Federal Reserve (Fed)

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O Federal Reserve deverá manter a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, patamar que, segundo a sinalização atual, deve ser preservado ao menos até junho, já sob o comando do sucessor de Jerome Powell. Nesta reunião, não haverá divulgação de novas projeções econômicas.

Os dados mais recentes, divulgados no início de dezembro, indicaram pouca alteração nas tendências do mercado de trabalho e da inflação, oferecendo sinais limitados para um eventual corte de juros no curto prazo. O crescimento do emprego segue moderado, enquanto a taxa de desemprego recuou para 4,4% em dezembro, em meio a um cenário de atividade econômica resiliente e consumo robusto.

No campo inflacionário, o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) — métrica preferida do Fed — registrou alta anual de 2,8% em novembro, ligeiramente acima do esperado e ainda distante da meta de 2%, reforçando a postura cautelosa da autoridade monetária.

Na coletiva de imprensa pós-decisão, a expectativa é que Powell dê menos ênfase ao debate imediato sobre juros e concentre suas declarações nos eventos institucionais ocorridos entre as reuniões. Entre eles, destaca-se o recebimento de uma intimação do Departamento de Justiça dos EUA e a ameaça de abertura de investigação criminal contra o presidente do Fed, além da resposta de Powell em uma declaração em vídeo incomum, na qual classificou o episódio como parte de uma campanha de pressão do presidente Donald Trump por cortes de juros.

Na semana passada, a Suprema Corte dos Estados Unidos realizou uma audiência sobre a tentativa de Trump de destituir a diretora do Fed, Lisa Cook. Embora o tom dos ministros tenha reduzido as preocupações sobre riscos imediatos à independência do banco central — com a maioria demonstrando inclinação a manter Cook no cargo —, o episódio serviu como um lembrete do desejo declarado de Trump de ampliar sua influência sobre o Conselho de Governadores, além do ritmo normal de rotação de mandatos.

Atualmente, o nome indicado por Trump para suceder Powell ocuparia uma vaga de Stephen Miran, que substituiu Adriana Kugler em setembro e cujo mandato se encerra em 31 de janeiro. Caso não haja renúncia ou destituição adicional, a próxima vaga disponível seria justamente a de Powell, que, mesmo deixando a presidência, pode permanecer como governador do Fed por mais dois anos, o que poderia frustrar os planos de Trump.

Durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Trump afirmou estar próximo de decidir quem indicará para a presidência do Fed, mas ponderou que “o problema é que eles mudam assim que assumem o cargo”, em referência à independência institucional dos presidentes do banco central.

Diante desse cenário — marcado por pressões políticas, incertezas institucionais e disputas jurídicas —, o debate estritamente técnico sobre a política monetária acaba ficando em segundo plano. A iminente decisão judicial envolvendo Lisa Cook, a possibilidade de Powell permanecer no Conselho e a futura confirmação pelo Senado do próximo presidente do Fed concentram grande parte da atenção dos mercados, reforçando o prêmio de risco institucional nos ativos americanos.

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